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A companhia de software Totvs finalizou a ampliação de seu centro de dados, localizado na zona norte de São Paulo. O projeto levou 18 meses, com investimento de R$ 20 milhões, segundo o jornal Valor Econômico.

Operando desde fevereiro, o datacenter tem 1,5 mil metros quadrados e 2,5 megawatts (MW) de energia, podendo funcionar cinco dias sem reabastecimento. O datacenter é parte da estratégia da empresa em acompanhar o crescimento computação em nuvem.

Entre os efeitos práticos da nuvem para a área de software, está a maior adoção do software como serviço (SaaS, na sigla em inglês). O formato envolve a entrega de sistemas via internet, a partir de centros de dados, eliminando a necessidade da instalação do programa no computador do usuário.

Também muda o modelo de contratação: o cliente paga uma taxa mensal pelo software, em uma proposta semelhante a uma conta de energia.

Pesquisa da consultoria IDC estima que o mercado global de software como serviço movimentará US$ 53,6 bilhões em 2015. O estudo projeta que, no mesmo ano, essa abordagem de venda vai responder por US$ 1 de cada US$ 6 gastos com software.

Oferta de serviços na nuvem

Hoje, a Totvs tem duas ofertas de software como serviço, sendo que ambas são distribuídas a partir do centro de dados da companhia. A primeira é justamente a aplicação pura do conceito, com o sistema rodando no ambiente do usuário. Hoje, de 25 mil clientes da companhia, cerca de 250 usam esse formato.

Na segunda oferta, a Totvs também responde pela hospedagem dos sistemas e por serviços como gestão e manutenção do software, sem que o cliente precise investir na compra de equipamentos para colocar o sistema no ar. Cerca de 1,5 mil clientes da Totvs adotam esse modelo atualmente.

Com o novo centro de dados, a companhia passa a ter a capacidade de atender a até 8 mil clientes. "A meta é ampliar em pelos menos cinco vezes a receita com software na nuvem nos próximos 3 anos", afirma Rodrigo Caserta, vice-presidente de relacionamento e atendimento da Totvs.

Para a Totvs, as pequenas e médias empresas (PMEs) são aquelas que faturam até R$ 100 milhões. Além do acesso a tecnologias de ponta sem a necessidade de grandes investimentos, o executivo aponta outro fator para explicar o maior apelo do software como serviço entre as PMEs. "A migração é mais fácil, pois os sistemas dessas empresas são menos complexos e exigem menos adaptações", diz ele.



 

 

 

 

 

 

 

Foto: Reprodução