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A Riverbed, fornecedora de equipamentos e aplicativos para otimização de TI, aposta em produtos baseados em cloud computing para ultrapassar R$ 1 bilhão de faturamento no Brasil.

A empresa americana tem 15 mil funcionários no mundo e 10% deles estão trabalhando na subsidiária brasileira.

Com o recente lançamento do Edge Virtual Server Infrastructure (Infraestrutura de Servidor Virtual - VSI Edge), chamada de Granite, a empresa está se posicionando como concorrente de fornecedores como a HP, IBM e a Dell, segundo Leonel Oliveira, country manager da companhia no Brasil (foto).

Essa nova linha permite que a as empresas consolidem e gerenciem todos os servidores remotos no datacenter, com custo total de propriedade (TCO) de 20 a 50% menor. Além da consolidação, os aplicativos e equipamentos da Riverbed provêm serviços para os escritórios remotos da empresa, como se fossem locais.

O Edge-VSI é complementar à otimização da rede de longa distância (WAN), acelerando o desempenho de aplicativos em casos de uso não tratados por nenhuma abordagem de otimização WAN atualmente.

O Granite permite que o armazenamento seja dissociado de seu servidor situado a milhares de quilômetros de distância - e realmente funciona como se o armazenamento fosse local ao servidor.

“O usuário obtém desempenho estável, e, ao mesmo tempo, é possível fazer backup, provisionamento, correções, expandir e proteger os dados” explica o engenheiro de sistemas da Riverbed, Alexandre Veneziano.

Segundo projeções da Riverbed, as clientes conseguem economizar até 50% em relação às abordagens tradicionais de gerenciamento de infraestrutura distribuída através da eliminação de backups dispendiosos e processos de recuperação em locais remotos. Isso é feito com a consolidação de servidores remotos e armazenamento subutilizados - cortando muitos dos custos gerais de administração de TI.

As demandas por aplicativos customizados e que fazem uso intenso de gravação na filial, a necessidade de trabalhar com grandes conjuntos de dados fazem com que as empresas apostem na otimização de WAN para evitar um aumento com os servidores e armazenamento.

A linha Granite ataca os problemas de largura de banda e latência nas redes distribuídas, tornando possível a entrega global de armazenamento e infraestrutura de servidor estendido a partir do datacenter através da WAN. Os dados distribuídos e os servidores agora podem estar num único local, assim o desempenho para os usuários remotos não é afetado.

O resultado, segundo a Riverbed, é a eliminação de até 50% dos custos associados à gestão de infraestrutura distribuída.

Datacenter

Os produtos para otimização de TI da Riverbed também podem ser utilizados em datacenter. De acordo com Veneziano, a empresa também trabalha em aplicativos para consolidar storage, de maneira análoga à aceleração de redes.

Um desses produtos é o Stingray. Tecnicamente ele é chamado de Appliances Delivery Controler - ADC (controlador de entrega de aplicativos).

"Ele funciona como um gerenciador de tráfego para ambientes VMWare, para gerenciamento do desempenho da rede com base nos aplicativos (NPM) e gateway de armazenamento em nuvem”, explica Veneziano.

Para o engenheiro, todas essas mudanças trazem duas implicações importantes para o futuro da TI: “Com a aceleração das redes e a cloud computing, os ativos de TI serão cada vez mais comparáveis às commodities. A segunda consequência é que os datacenters passarão a ter um gerenciamento 100% virtual e remoto”, opina ele.

Outros aplicativos trabalham com a relação entre os elementos do datacenter. O Cascade permite a visualização da infraestrutura de TI do datacenter e com isso planejar melhor o uso dos ativos de TI, explica Veneziano.

Já o Whitewater, aplicativo ainda não lançado no Brasil, trabalha o conceito de duplicação usado nos aceleradores de WAN para realizar o backup dos arquivos em nuvem. “O processo  (deduplicação) consiste  na eliminação de bytes redundantes para a compressão de dados”, explica Veneziano.

Segundo Veneziano, esse é um dos principais métodos usados para aceleração em WAN e agora será usado também para “armazenamento” em nuvem.

Aceleração na nuvem

Há menos de um mês, a Riverbed anunciou uma parceria com a Akamai para aceleração de WAN em nuvem. As duas empresas apresentaram um acelerador chamado de Steelhead Cloud Accelerator, combinando a tecnologia da Akamai de otimização da Internet e a tecnologia da Riverbed® de otimização de redes de longa distância (WAN).

O Steelhead Cloud Accelerator fornecerá otimizações para aplicações em SaaS, como Google Apps, Salesforce.com e Microsoft Office 365.

O objetivo do acelerador é “superar os problemas de desempenho apresentados pelas redes em nuvem híbrida, principalmente as empresas que precisam reduzir o tráfego em links de acesso e eliminar a necessidade de aumento de largura de banda”, explica Veneziano.

Segundo a Riverbed, “o produto chegará ao mercado ainda no primeiro semestre de 2012, aumentando ainda mais a fatia da empresa no mercado de aceleração”, conforme as palavras do country manager Leonel Oliveira.

Em termos técnicos, Veneziano estima que as empresas que utilizam os aceleradores de otimização de WAN da Riverbed “reduziram de 65% a 95% o consumo de largura de banda e aceleraram de 5 a 50 vezes a performance do aplicativo e, em alguns casos, a aceleração chegou a 100 vezes mais”, de acordo com o engenheiro.

De acordo com a empresa, clientes da Akamai que utilizam outros aceleradores de WAN, devem migrar para a plataforma desenvolvida pela Riverbed com a Akamai.

Ainda de acordo com Veneziano, “não será necessária nenhuma mudança na estrutura dos provedores de SaaS para utilizar o Steelhead”, conforme explica o engenheiro de sistemas.

Até então, as ofertas da Akamai e da Riverbed já eram usadas separadamente por mais de 17.000 empresas.

A rede global da Akamai é uma oportunidade para fomentar o crescimento da Riverbed. São cerca de 1900 servidores em 72 países concentrando de 15% a 30% do tráfego mundial. Segundo pesquisa da Forrester Research, o mercado de SaaS deve movimentar mais de US$ 100 bilhões em 2017.

Veneziano dá mais um dado para exemplificar o tamanho do mercado ambicionado pela Riverbed: “aplicativos do tipo Office e de conteúdo já são 40% do mercado (tráfego) em redes WAN nas empresas”.

O modelo de negócios para a venda desse acelerador é a cobrança por usuário e tempo (mensalidade).

“Para dar uma estimativa, o preço deve ficar entre US$ 7 a US$ 10 por usuário/mês”, conta o country manager da Riverbed, Leonel Oliveira.